26 de jun. de 2011

Platonesi


Amar não é pecado!
Pecado é não consumá-lo  é viver preso ao platônico numa frenesi enlouquecedora , é sentir ciúmes daquilo que não te pertence, sentir calafrio de um perfume que perdeu o cheiro, sonhar acordado num pesadelo de desilusão
Pecado, é desejar e não tocar a lua que esta ao alcance das mãos , espelhando-se na água, por medo de que ela se desfaça, esquecendo-se que na calmaria ela torna a brilhar
Pecado é lutar contra o impulso de dizer o poema que só o coração é capaz de criar e deixar a voz se esvair no vão do medo
É
Sonhar com  os lábios ansiados, e acordar.
Correr para os braços e não abraçar.
Gritar calado.
Sucumbir de solidão mesmo rodeado por pessoas.

Ora, sé já está impossível, não custa tentar, antes tentar e perder , que nunca conquistar sem saber se poderia.
Joel Vermach

23 de jun. de 2011

Não


Proibido, proibido, proibido, proibido,
Proibido...

Sou apaixonado pelos padrões, surge um ímpeto de rasgar as amarras, cortar os conceitos, e os prés também, derrubar a censura, matar o sistema.

Armo-me com a espada da voz
O escudo da opinião
A couraça da inovação
Calço meus pés com a coragem

            Enfrento o exercito que me ataca com ácidos argumentos que tenta me cravar o punhal da “ordem”.
            Revido com toda força de minha “demência” sana

Abram As grades!
                                                                                               Compreenda
Crie
Pense!  Vença!
Nada me da mais força que o não.
Joel Vermach

13 de jun. de 2011

Anamorado

Dia dos namorados para os sem-amor é martírio.
As flores perdem seu perfume, a cor se desbota, a musica se distorce.
O sol nasce em trevas. o frio dilacera  coração que ainda pulsa por milagre, as lagrimas solitárias rolam tristes por não encontrar o afago para enxugá-las.
O vento uiva vazio no peito num ecoar triste de noite sem luar, o fogo congelado na sua mais sublime forma, a paixão não passa de mito.
Os olhos vagam longe a procura de nada, mas a esperança existe, todavia nada faz sentido.
E se encontra no espelho a imagem de um quem que ainda não teve a oportunidade de amar.

Não há amor...
                                         Não há amor...
                                                                               Não há  amor...
Onde estão os sem-amor? Reunamo-nos e criemos uma nova forma de amar!

Joel Vermach

11 de jun. de 2011

Antes um medroso vivo, para criar coragem.
Que um corajoso morto, sem a oportunidade de temer
Joel Vermach